SOL-PÔR
Midi le juste y compose de feux
la mer, la mer, toujours recommencée!
(Paul Valéry, le cimetière marin)
Acorado e roivo
durmia-se o dia
coa testa deitada
no colo da ria
As campás beatas
no céu buliam
rezando rosários
à Virgem Maria
Vogando nas nuvens
cara o céu iam
envoltas nos ouros
do sol que morria
Polo mar, as velas
eram folerpinhas
que da lua aberta
nas augas caíram
Da beira do rio
chegavam cantigas
choutando nas leiras
molhadas de risas
Perto to horizonte
estrelas obrizas
fretavam os olhos
tirando a preguiça
E bicando os longes
as foulas espidas
ao além nevavam
de limpas sorrisas
Um alto aturuxo
voando fugia
e os bosques lonxanos
noite revertiam
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